Vendas e atendimento

O que vender no Carnaval 2027 para ganhar dinheiro: quando comprar, a conta do kit e as regras da rua

O Carnaval 2027 vai de 6 a 9 de fevereiro. Compre o estoque em dezembro e anuncie em janeiro: a busca por fantasia chega ao pico na semana que termina no sábado de Carnaval. Venda item barato em kit e, na rua, só com a credencial da prefeitura (em Salvador, o cadastro já fechou).

Por Thiago BastosAtualizado em 14 min de leitura

Em 2026, a busca por "fantasia de carnaval" no Google bateu o máximo do ano na semana que terminou no sábado de Carnaval. Na semana depois da Quarta de Cinzas, caiu para 6% disso.

Quem vende no Carnaval tem uma janela curta e uma data que não muda: sábado, 6 de fevereiro de 2027. O que você faz em dezembro decide quanto vende nessa semana.

Arte com a resposta curta para o Carnaval 2027, que vai de sábado, 6, a terça, 9 de fevereiro, em 4 passos: comprar o estoque em dezembro, porque quem revende começa a procurar atacado entre 13 e 27 de dezembro; anunciar no começo de janeiro, quando abadá e kit começam a subir, 5 a 6 semanas antes; vender em kit, porque item de R$ 8 sozinho não paga a taxa do marketplace; e fechar as vendas até sábado, 6 de fevereiro, porque depois da Quarta de Cinzas a busca some.

Quando é o Carnaval 2027?

O Carnaval 2027 vai de sábado, 6, a terça-feira, 9 de fevereiro. A Quarta-feira de Cinzas é dia 10.

Não é feriado nacional: o governo federal costuma dar ponto facultativo. Segundo o Estadão, o estado do Rio de Janeiro é o único que tem a terça de Carnaval como feriado estadual.

E o Carnaval de rua começa antes. No Rio, os blocos de 2027 devem sair a partir de 16 de janeiro. Em 2026, os blocos oficiais de Belo Horizonte começaram em 31 de janeiro e os de São Paulo, em 7 de fevereiro.

Quando o cliente compra fantasia e abadá?

Na última semana. De 2023 a 2026, a busca por fantasia, tiara, abadá e kit de Carnaval chegou ao pico, todo ano, na semana que termina no sábado de Carnaval.

Arte com a busca por fantasia de carnaval no Google em 2026, em porcentagem da semana mais forte: 18% quatro semanas antes, 41% duas semanas antes, 100% na semana que termina no sábado de Carnaval, 29% na semana do Carnaval e 6% na semana depois. De 2023 a 2026 o pico caiu sempre na semana que termina no sábado de Carnaval; em 2027, é de 31 de janeiro a 6 de fevereiro.

Abadá e kit começam antes: passam de um quarto do pico 5 a 6 semanas antes da festa, na virada do ano. Fantasia e tiara só passam da metade do pico 1 a 2 semanas antes.

Quem revende procura bem antes. A busca por "carnaval atacado" passa de um quarto do pico 6 a 8 semanas antes do domingo de Carnaval. Para 2027, isso dá entre 13 e 27 de dezembro.

Quando

O que acontece

O que fazer

Até 13/12/2026

Antes da corrida do atacado

Feche fornecedor e preço

13 a 27/12

Quem revende procura atacado

Estoque comprado

27/12 a 03/01

Abadá e kit começam a subir

Anúncio no ar, com foto

16/01/2027

Blocos do Rio na rua

Entrega rápida no Rio

24/01 a 06/02

Fantasia e tiara chegam ao pico

Estoque à mão e retirada

06 a 09/02

Carnaval: a busca já cai

Venda o que sobrou em kit

10/02 em diante

Procura perto de zero

Não reponha estoque

É busca no Google, não venda medida. Mas mostra a semana em que o cliente está decidindo, e ela se repetiu nos 4 anos.

O que vender no Carnaval pela internet?

O que o folião põe no corpo e na cabeça, e que dá para entregar rápido. São os produtos com pico de busca em todo Carnaval.

Foliões num bloco de rua em Brasília, com saia de tule colorida, sombrinha de frevo, pochete vermelha e enfeite de cabelo.
  • Abadá e camiseta de grupo: a busca começa mais cedo, e grupo de amigos ou bloco compra várias de uma vez. Personalizado pede prazo de produção.

  • Tiara, coroa de flores e enfeite de cabelo: o valor está no enfeite. Na Amazon, em 25/10/2026, um pacote de 30 tiaras lisas para decorar custava R$ 31,99 (R$ 1,07 cada); a tiara pronta, com penas, flores ou lantejoula, saía de R$ 17,98 a R$ 30,90.

  • Kit pronto: tiara, colar e leque num saquinho. Resolve o folião com pressa e paga a taxa do marketplace (a conta está logo abaixo).

  • Glitter e maquiagem: no Google, "glitter" tem busca o ano todo, com picos em dezembro e no Carnaval. Só revenda produto regularizado como cosmético.

  • Fantasia infantil: em 3 dos últimos 5 anos, a busca teve o maior pico em outubro (Halloween e Dia das Crianças), e não no Carnaval. Quem vende para criança tem duas temporadas.

Quanto sobra em cada venda?

Item barato sozinho não paga a taxa do marketplace. Fizemos a conta com preços da Amazon de 25/10/2026: o custo é o preço do pacote dividido pelas unidades; a venda é o preço de 1 unidade na mesma loja.

Item

Custo no pacote

Preço de 1 unidade

Colar havaiano

R$ 2,35 (pacote de 20)

R$ 6,98 a R$ 9,95

Leque

R$ 6,17 (pacote de 10)

R$ 13,59 a R$ 39,90

Tiara neon

R$ 2,48 (pacote de 30)

Enfeitada: R$ 17,98 a R$ 30,90

Arte comparando quanto sobra depois da comissão da Shopee: um colar havaiano vendido a R$ 7,89, com custo de R$ 2,35, deixa só R$ 0,02 na Shopee e R$ 5,54 vendido direto; um kit com tiara, colar e leque vendido a R$ 29,90, com custo de R$ 11,00, deixa R$ 8,42 na Shopee e R$ 18,90 vendido direto. Custos de pacotes na Amazon em 25/10/2026; Shopee para vendedor com CNPJ, 20% mais R$ 4,50 até R$ 79,99, e abaixo de R$ 8 o valor fixo é metade do preço.

Na Shopee, o vendedor com CNPJ paga 20% mais R$ 4,50 por item até R$ 79,99. Abaixo de R$ 8, o valor fixo cai para metade do preço. No colar de R$ 7,89 (o preço do meio entre 4 anúncios), a taxa leva R$ 5,52 e sobram 2 centavos.

No kit, a taxa fixa é paga uma vez só. Tiara, colar e leque custam R$ 11,00 juntos. A R$ 29,90, sobram R$ 8,42 na Shopee e R$ 18,90 na venda direta, pelo Pix.

A conta não tem o frete de compra nem o de envio. E Amazon não é atacado: no atacado de verdade, o custo cai. Refaça com o preço do seu fornecedor antes de comprar.

Precisa de autorização para vender na rua no Carnaval?

Sim. Nas capitais, só vende no circuito dos blocos quem tem a credencial da prefeitura. Cada cidade tem o seu prazo, e alguns fecham meses antes.

Cidade

Como foi em 2026

Carnaval 2027

Salvador

Cadastro na prefeitura (Semop)

Inscrição de 22/09 a 21/10/2026, já fechada; lista final em 01/12

Rio de Janeiro

Inscrição online de 23/12 a 07/01 e sorteio de 15 mil vagas

Sem edital até 25/10/2026

São Paulo

15 mil credenciados, com kit da patrocinadora

Sem edital até 25/10/2026

Belo Horizonte

11.528 credenciados; cadastro online de 12 a 19/01

Sem edital até 25/10/2026

Olinda

Cadastro presencial de 21 a 27/01; novato faz curso do Sebrae

Sem edital até 25/10/2026

No Rio, a disputa é grande: no Carnaval de 2025, 55.957 pessoas se inscreveram para 15 mil vagas. Quase 4 por vaga. Em Salvador, 3.500 das vagas de 2027 são para isopor.

Em BH, a credencial é para vender bebida e adereço. É proibido vender comida, bebida fracionada e qualquer coisa em vidro, e vender bebida para menor de 18.

Em São Paulo, a patrocinadora entrega o kit dos 15 mil credenciados: colete, guarda-sol, isopor e boné. Segundo o InvestNews, quem é pego vendendo marca concorrente arrisca perder a credencial.

Credencial não se compra. Em BH, ela é gratuita, pessoal e intransferível. Em 2026, houve oferta de credencial por R$ 300 a R$ 799, e quem for pego em situação irregular pode ficar até 3 anos sem poder se credenciar.

Quanto dá? Antes da festa de 2026, os ambulantes de BH disseram à prefeitura que pretendiam investir, em média, R$ 2,7 mil e faturar R$ 7,5 mil. É o que esperavam, não o que aconteceu: não achamos o resultado medido.

O que a fiscalização apreende no Carnaval?

Produto sem selo, sem registro ou sem rótulo. Em 13/02/2026, a sexta antes do Carnaval, a Operação Tô de Olho na Folia passou por 64 lojas de São Paulo, Salvador e do DF.

Arte sobre a fiscalização no Carnaval de 2026: 942 irregularidades em um dia só, em 23,5 mil produtos olhados por Inmetro, Anvisa e Ministério da Agricultura em lojas de São Paulo, Salvador e DF. Fantasia, tiara, óculos e máscara foram apreendidos pelo Inmetro; a Anvisa reprovou 556 de 1.035 cosméticos e bebidas; 124 litros de bebida sem registro ou com rótulo errado foram jogados fora; e havia vape, que é proibido no Brasil.

Quem só revende também responde. As regras que mais pegam no Carnaval:

  • Tiara, máscara e acessório de fantasia para criança são brinquedo e precisam do selo do Inmetro (Portaria 302/2021). A roupa da fantasia não é brinquedo, mas precisa da etiqueta de produto têxtil. Máscara descartável de papel fica de fora.

  • Tiara infantil feita sob encomenda não precisa de selo, mas a mesma portaria proíbe vender o brinquedo de encomenda em loja física, loja virtual ou catálogo.

  • Glitter e maquiagem para a pele são cosmético (RDC Anvisa 907/2024). Glitter de papelaria não é feito para a pele. E só escreva "biodegradável" se o fornecedor tiver como provar: o Código de Defesa do Consumidor manda guardar os dados que sustentam o anúncio.

  • Espuma de Carnaval tem regra própria da Anvisa (RDC 651/2022, que substituiu a antiga RDC 77/2007). Só revenda com o rótulo completo, e confira a regra da sua cidade: algumas proíbem a espuma no Carnaval de rua.

  • Camisa de bloco copiada é crime de marca, e quem só vende também responde (Lei 9.279, art. 190). Em 2026, os blocos Eu Acho é Pouco e Pitombeira dos Quatro Cantos notificaram as plataformas para tirar do ar camisas falsificadas.

Tubos de vidro deitados sobre uma mesa branca, com glitter rosa, laranja, amarelo, verde e azul escorrendo para fora.

Pode vender drink pronto no Carnaval?

Engarrafado para revender, só com registro no Ministério da Agricultura. No regulamento de bebidas (Decreto 12.709/2025, que substituiu o 6.871/2009), drink pronto é "coquetel". Vender bebida sem registro é infração grave.

Não achamos no decreto exceção para bebida feita em casa. Se a ideia é sacolé ou geladinho com álcool, pergunte antes à vigilância sanitária da sua cidade.

Para menor de 18, nem de graça. Vender, servir ou dar bebida alcoólica a criança ou adolescente é crime (ECA, art. 243), com pena de 2 a 4 anos de detenção. Desde 2025, a pena aumenta se o menor beber.

Até quando dá para postar o pedido?

Conte os dias úteis para trás, a partir da sexta-feira, 5 de fevereiro de 2027. Os Correios contam o prazo a partir do 1º dia útil depois da postagem.

Prazo que a cotação mostra

Poste até, para chegar na sexta 05/02

1 dia útil

Quinta, 04/02

2 dias úteis

Quarta, 03/02

3 dias úteis

Terça, 02/02

5 dias úteis

Sexta, 29/01

7 dias úteis

Quarta, 27/01

10 dias úteis

Sexta, 22/01

A conta não inclui feriado da sua cidade nem atraso. Em 2026, as agências fecharam na segunda e na terça de Carnaval e só reabriram na quarta, ao meio-dia.

Quem compra na última semana quer o produto na mão até sexta. Para esse cliente, entrega no bairro ou retirada na sua casa vendem mais que o frete mais barato.

E se o cliente usar a fantasia e quiser devolver?

Na compra pela internet, o cliente tem 7 dias para desistir, contados do recebimento (Código de Defesa do Consumidor, art. 49). A fantasia entregue na sexta, 05/02, pode ser devolvida até 12/02, depois da Quarta de Cinzas.

A lei não fala de peça usada, e a Justiça decide caso a caso. Na loja física, sem defeito, a troca não é obrigatória, a não ser que você prometa. Escreva o combinado no anúncio e na mensagem de entrega:

"Você pode desistir da compra em até 7 dias do recebimento. Para a devolução, pedimos que a peça volte como chegou: com a etiqueta presa e sem marcas de uso."

Essa frase não tira o direito do cliente. Ela deixa claro o que você espera, e a etiqueta presa ajuda a mostrar se a peça foi usada.

Precisa ser MEI para vender no Carnaval?

Para a credencial de rua, não: em 2026, Rio e BH pediram documento pessoal e comprovante de que você mora na cidade. Mas, se o Carnaval vira renda de verdade, o MEI dá CNPJ e nota para vender a empresas, como bloco e escola de samba.

Ocupação do MEI

CNAE

Pode servir para

Comerciante de produtos para festas e Natal

4789-0/99

Fantasia, tiara e adereço

Comerciante de bebidas

4723-7/00

Bebida fechada

Vendedor ambulante de produtos alimentícios

5612-1/00

Comida na rua

Locador de objetos do vestuário

7723-3/00

Aluguel de fantasia

Em 2026, o DAS do MEI de comércio é de R$ 82,05 por mês. A regra da nota fiscal do MEI muda em 2027 e ainda está sendo ajustada: em 21/10/2026, o Decreto 13.140 abriu a porta para a declaração anual valer como documento na venda para pessoa física, mas isso ainda depende de uma decisão do Comitê Gestor do Simples Nacional.

Para quem o Carnaval não compensa?

Para quem vende o que não tem nada a ver com a festa. Na semana do Carnaval de 2026, as vendas do varejo nas maquininhas da Cielo caíram 8% contra a semana de Carnaval de 2025. Parte disso é calendário: em 2025, a festa caiu no começo do mês, perto do salário.

No mesmo período, turismo e transporte subiram 3,3%. O dinheiro do Carnaval vai para viagem, bar e o que o folião veste. Se a sua loja vende móvel ou eletrônico, a semana tende a ser fraca, e a mesma energia rende mais em outra data do calendário.

Nosso próprio artigo antigo dizia que o Carnaval de 2023 "faturou R$ 8 bilhões". Estava errado duas vezes. O número era uma previsão da CNC, feita antes da festa, e media só o turismo (bar, restaurante, transporte e hotel), não o que se vendeu no Carnaval. Para 2026, a CNC previu R$ 14,48 bilhões no turismo.

E desconfie do público em milhões: em BH, a Belotur avisa que o número é a soma do público de cada bloco e pode contar a mesma pessoa mais de uma vez.

Erros que custam o Carnaval

  • Comprar estoque em fevereiro: quando o cliente está procurando, o seu produto ainda não está na loja.

  • Vender item de R$ 8 sozinho no marketplace: a taxa leva quase tudo. Junte em kit.

  • Comprar credencial de outra pessoa: ela é pessoal, e em BH quem é pego fica até 3 anos sem se credenciar.

  • Anunciar "biodegradável" sem prova do fornecedor.

  • Prometer entrega sem contar os dias úteis: quem recebe na segunda de Carnaval não usa a fantasia, e pede o dinheiro de volta.

  • Repor estoque depois do Carnaval: da Quarta de Cinzas em diante, a busca some.

Como fazer isso na Sellit

Três recursos ajudam nos passos deste guia:

  • Kit com preço próprio: no kit de produtos, você junta tiara, colar e leque num combo com preço menor que a soma, e ele pode ganhar página própria na loja.

  • Abadá com o nome do grupo: no produto personalizável, o cliente escreve o nome ou manda a arte antes de pagar, e a loja mostra o seu prazo de produção.

  • Compra de última hora: com a retirada no local, quem compra na sexta passa e busca, sem esperar frete.

De onde vêm os números

  • carnaval
  • o que vender no carnaval
  • ambulante
  • kit de carnaval
  • renda extra
  • datas comemorativas

Perguntas frequentes

O que mais vende no Carnaval?
Pela busca no Google, fantasia, tiara, abadá e kit de Carnaval têm pico todo ano na semana que termina no sábado de Carnaval. Na rua, a credencial de BH é para bebida e adereço, e a associação dos ambulantes de lá apontou o drink em lata como o campeão de vendas de 2026.
Quando começar a vender para o Carnaval 2027?
Compre o estoque até meados de dezembro de 2026 e anuncie na virada do ano. Abadá e kit começam a subir 5 a 6 semanas antes da festa; fantasia e tiara chegam ao pico na semana de 31/01 a 06/02/2027.
Precisa de autorização para vender no Carnaval de rua?
Sim. Nas capitais, a prefeitura credencia os ambulantes do circuito dos blocos. Em Salvador, o cadastro do Carnaval 2027 foi de 22/09 a 21/10/2026. No Rio, em 2026, a inscrição foi de 23/12 a 07/01, com sorteio de 15 mil vagas. A credencial é pessoal: não compre a de outra pessoa.
Pode vender drink pronto no Carnaval?
Engarrafado para revender, só com registro no Ministério da Agricultura: no Decreto 12.709/2025, drink pronto é coquetel, e vender bebida sem registro é infração grave. E vender ou servir álcool para menor de 18 é crime.

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